Quais critérios realmente pesam quando o RH escolhe ou decide trocar um fornecedor de benefícios? Uma pesquisa realizada com profissionais que integram o Colégio Eleitoral do Top of Mind de RH ajuda a responder essa pergunta e revela tendências importantes sobre as expectativas do setor.
O levantamento, realizado pelo Grupo TopRH em parceria com a Ticket, ouviu profissionais de Recursos Humanos de diferentes cargos, regiões e portes de empresa para entender melhor suas prioridades na gestão de benefícios e no relacionamento com fornecedores.
Entre os resultados, um ponto se destaca: flexibilidade e variedade de soluções aparecem como o principal critério na escolha de fornecedores, mencionadas por 30,6% dos respondentes. Na sequência aparecem preço e condições comerciais (16,3%) e reputação e confiança da marca (também 16,3%).
Outros fatores citados incluem qualidade do atendimento e suporte (14,3%) e aderência à legislação e compliance (10,2%), mostrando que, além da oferta de produtos, aspectos regulatórios e de suporte continuam sendo relevantes para o RH.
Reputação importa, mas não é tudo
A reputação da marca também exerce influência no processo de escolha, embora nem sempre seja decisiva.
De acordo com a pesquisa, 32,7% afirmam considerar frequentemente o reconhecimento da marca no mercado, enquanto 20,4% dizem sempre levar esse fator em conta. Já 34,7% afirmam que isso pesa apenas às vezes, e 12,2% raramente utilizam esse critério como elemento decisório.
O dado indica que reputação, prêmios e certificações contribuem para a percepção de confiança, mas não substituem critérios práticos como custo, qualidade de atendimento e flexibilidade das soluções.
Atendimento consultivo é o formato de comunicação preferido
A forma como fornecedores se comunicam com o RH também influencia o relacionamento.
Segundo o levantamento, 30,6% dos profissionais consideram o atendimento consultivo personalizado o formato mais eficaz de comunicação. Em seguida aparecem e-mails com informações claras (26,5%) e contato direto por telefone, SMS ou WhatsApp (24,5%).
Já cases de outras empresas (10,2%) e materiais educativos como e-books e guias (4,1%) aparecem como formatos menos prioritários.
O resultado trazido no levantamento indica que, mais do que conteúdos institucionais ou promocionais, o RH valoriza interações que tragam orientação prática e soluções adaptadas à realidade de cada organização.
Burocracia e custos são os maiores desafios
Quando o tema é gestão de benefícios dentro das empresas, a pesquisa revela que burocracia e processos internos são a principal dificuldade para 30,6% dos respondentes.
Na sequência aparecem custos elevados (26,5%) e volume de trabalho e prazos curtos (16,3%). Também foram citadas dificuldade de medir o impacto dos benefícios nos colaboradores (14,3%) e falta de flexibilidade por parte dos fornecedores (8,2%).
O recado é claro e já conhecido na área: o RH precisa equilibrar restrições orçamentárias, demandas operacionais e expectativas crescentes dos colaboradores.
Benefícios tradicionais ainda lideram satisfação
Apesar da expansão de novos modelos de benefícios, os mais tradicionais seguem liderando em impacto percebido na satisfação dos colaboradores.
O vale-alimentação ou refeição aparece como o benefício de maior impacto, citado por 89,8% dos profissionais, seguido por planos de saúde e odontológico (85,7%).
Também se destacam flexibilidade no trabalho remoto e horários flexíveis, ambos mencionados por 53,1% dos participantes, evidenciando o peso que a autonomia e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional têm ganhado nas estratégias de retenção.
Troca de fornecedores pode acontecer em 2026?
Mesmo com relações consolidadas com fornecedores, a pesquisa mostra que o mercado pode ter movimentações no curto prazo.
Enquanto 55,1% afirmam que não planejam trocar fornecedores de benefícios em 2026, 42,9% indicam que podem substituir ao menos um parceiro no próximo ano. Outros 2% afirmam considerar a troca de dois ou mais fornecedores.
Embora exista estabilidade em muitas operações, há espaço significativo para revisão de contratos e busca por soluções mais alinhadas às necessidades das empresas e dos colaboradores.
A pesquisa da Ticket com o Grupo TopRH foi realizada entre outubro de 2025 a fevereiro de 2026. Todos os participantes fazem parte do Colégio Eleitoral do Top of Mind de RH. O espaço é aberto para a participação de qualquer profissional que atue no segmento.