29º Top Of Mind de RH

Investir no bem-estar dos colaboradores deixou de ser uma ação de “marketing interno” e passou a ser, para muitas empresas, uma estratégia de negócio

ROI do bem-estar: cuidar do colaborador é, também, cuidar do negócio

Investir no bem-estar dos colaboradores deixou de ser uma ação de gestão de pessoas e passou a ser, para muitas empresas, uma estratégia de negócio. Segundo o relatório ROI do Bem-Estar 2024, do Wellhub, 82% dos CEOs já percebem retorno positivo sobre o investimento nessas iniciativas, e 58% afirmam que elas são fundamentais para o sucesso financeiro da organização.

Os impactos vão muito além de um ambiente de trabalho mais saudável, uma vez que empresas com programas bem estruturados registram ganhos em produtividade, redução de absenteísmo, maior retenção de talentos e economias significativas em custos de saúde. “Uma força de trabalho em plena forma é um diferencial competitivo”, afirma Cesar Carvalho, CEO e cofundador do Wellhub.

O desafio da percepção

Apesar do consenso sobre a importância do tema, o estudo revela uma lacuna preocupante: enquanto 77% dos CEOs acreditam que a saúde mental de seus times melhorou no último ano, apenas 33% dos colaboradores confirmam essa percepção. Diferenças semelhantes aparecem no bem-estar físico (80% contra 36%) e no financeiro (76% contra 30%).

Essa desconexão ameaça o engajamento e a confiança interna. Sem ações concretas e visíveis, cresce o risco de que os programas sejam vistos como iniciativas de como iniciativas que não se traduzem na cultura organizacional.

Quando o bem-estar, no entanto, é levado a sério, os resultados aparecem:

  • Produtividade – 47% dos CEOs relatam aumento significativo no desempenho; em alguns casos, iniciativas como aulas de yoga e meditação resultaram em até 62 minutos extras de produtividade por semana por colaborador.
  • Absenteísmo – 67% das empresas reportam redução nas faltas, com retornos financeiros que chegam a US$ 2,73 para cada US$ 1 investido.
  • Atração e retenção – 89% dos candidatos consideram o bem-estar critério eliminatório para aceitar uma vaga; e 62% dos colaboradores tendem a permanecer mais tempo em empresas que oferecem programas robustos nessa área.
  • Economia em saúde – Há casos de ROI de até 380% em custos médicos, principalmente na prevenção e no tratamento de doenças crônicas.

As iniciativas mais bem avaliadas pelos CEOs hoje combinam flexibilidade, tecnologia e integração entre diferentes dimensões do bem-estar. Ganha espaço o uso de plataformas que oferecem desde academias e aulas online até terapia, programas de atenção plena e educação financeira. Ainda assim, o relatório aponta que poucas empresas atuam de forma preventiva na saúde mental ou oferecem suporte ao bem-estar financeiro imediato, focando mais em benefícios de longo prazo.

Barreiras e caminhos

Entre as principais objeções citadas pelos CEOs estão o baixo engajamento dos colaboradores, o custo e a dificuldade de mensurar resultados. Para superá-las, o estudo recomenda cinco ações:

  1. Oferecer opções personalizadas e flexíveis;
  2. Envolver a liderança no uso dos programas;
  3. Melhorar a comunicação interna;
  4. Usar gamificação e incentivos para elevar a participação;
  5. Monitorar continuamente o desempenho das iniciativas.

O levantamento mostra que, quando o RH apresenta dados claros sobre o impacto do bem-estar, como redução de custos, aumento de produtividade e retenção de talentos, o investimento tende a crescer. CEOs que recebem relatórios mensais sobre o tema são mais propensos a aumentar o orçamento para essas ações.

“O bem-estar precisa ser visto como investimento, não como gasto”, destaca o estudo. “As empresas que adotarem essa mentalidade terão não apenas equipes mais saudáveis, mas também resultados financeiros mais sólidos e sustentáveis.”

Clique aqui e tenha acesso completo ao estudo exclusivo Wellhub

Avenida Paulista, 2.439 • 3º andar • Bela Vista
São Paulo | SP • CEP 01311-300 | 3213-2245 | Ramal 3002