29º Top Of Mind de RH

Empresas eficientes começam pela estrutura e maturidade do RH

Empresas eficientes começam pela estrutura e maturidade do RH

Em um cenário corporativo cada vez mais pressionado por velocidade, competitividade e transformação digital, cresce uma percepção importante entre lideranças: não existem empresas eficientes sem um RH estruturado, integrado e estrategicamente conectado ao negócio.

A discussão ganha força especialmente em organizações que ainda convivem com processos fragmentados, excesso de retrabalho, dados descentralizados e baixa integração entre áreas, problemas que, muitas vezes, começam justamente na gestão de pessoas.

Para o CEO da WeConnect, Milton Eliseu, falar em eficiência organizacional enquanto o RH permanece desorganizado é uma contradição.

“Eficiência organizacional com RH fragmentado é uma contradição de termos. É como tentar construir uma casa de alvenaria com a fundação de areia”, afirma o executivo.

O impacto da desorganização da área de pessoas vai muito além do próprio RH e acaba contaminando toda a operação da empresa. “O RH é o único departamento que toca todos os outros dentro de uma empresa. Quando o RH é ineficiente, a ineficiência contamina a produção, o comercial, o financeiro e o atendimento”, salienta.

RH fragmentado custa caro para o negócio

Na visão de Milton, muitos gestores e lideranças ainda enxergam o RH apenas como uma área operacional ou administrativa, sem perceber o impacto financeiro e estratégico da gestão de pessoas sobre produtividade, turnover, clima organizacional e crescimento sustentável.

“A rotatividade sobe, o custo de contratação explode, o engajamento cai, e ninguém consegue colocar o dedo exatamente no problema porque os dados estão espalhados em dez planilhas diferentes”, afirma.

De acordo com o CEO da WeConnect, o problema não está apenas na ausência de tecnologia, mas na falta de integração e centralização das informações. Além disso, o gestor de RH precisa, para fortalecer o caráter estratégico da área, “aprender a falar a língua do negócio”.

O executivo acredita que líderes empresariais precisam compreender que decisões relacionadas a pessoas não podem mais ser tomadas apenas com base em percepção ou intuição. 

Na prática, isso significa transformar indicadores de pessoas em indicadores de impacto organizacional.

“Quando o RH entra numa reunião de diretoria e diz ‘nossa rotatividade nos custou R$ 480 mil no último semestre, e eu tenho um plano para reduzir isso em 40%’, a conversa muda completamente”, afirma.

O RH estratégico trabalha olhando para o futuro

Eliseu também faz uma distinção clara entre o RH estratégico e o RH apenas sobrecarregado operacionalmente.

“O RH sobrecarregado está sempre no passado. Está corrigindo erros de ontem, respondendo urgências de hoje, e não tem tempo de pensar em amanhã”, afirma. Isso, contudo, não é somente uma “falha” da área, mas o resultado de uma cultura que precisa ser reavaliada pela gestão do negócio.

O RH estratégico, na visão do executivo, atua de forma preditiva e integrada ao negócio.

“Ele usa os dados de hoje para antecipar os desafios de amanhã. Sabe antes da diretoria que aquela área vai ter uma crise de rotatividade. Já tem um plano de sucessão quando o gestor mais importante pede demissão”, explica.

Eficiência deixou de ser apenas redução de custo

Milton Eliseu reforça que eficiência organizacional já não pode mais ser interpretada apenas como corte de despesas ou aceleração de processos.

Para ele, eficiência passa também pela capacidade de liberar inteligência humana dentro das empresas.

“A maioria das empresas de software vende ferramenta. Nós vendemos transformação”, afirma.

Segundo o executivo, organizações mais maduras entenderam que produtividade sustentável depende de clareza, integração, menos retrabalho e maior capacidade analítica – ainda mais quando se fala de áreas que influenciam diretamente toda a operação, como o RH.

“Menos retrabalho, menos erro, menos estresse, e mais espaço para o RH ser o que ele sempre deveria ter sido: a área que cuida e desenvolve as pessoas que fazem a empresa crescer”, conclui.

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