29º Top Of Mind de RH

Crescer sem evoluir o RH custa caro e o impacto vai além da operação

Crescer sem evoluir o RH custa caro e o impacto vai além da operação

O crescimento de uma empresa costuma ser celebrado como sinal de sucesso. O óbvio sendo constatado, correto? Porém, há um ponto que nem sempre acompanha essa evolução na mesma velocidade, que é a estrutura e a tecnologia de Recursos Humanos.

E quando isso acontece, o problema deixa de ser apenas operacional.

Processos que funcionavam em menor escala começam a gerar ruídos, retrabalho, riscos legais e, consequentemente, desgaste interno. O que antes era resolvido com esforço manual passa a exigir inteligência, integração e capacidade de antecipação.

Em meio a tudo isso, vale sempre questionar se a tecnologia de gestão de pessoas está preparada para crescer junto com o negócio ou se ela está ficando para trás.

Segundo Davi Silva, CEO da Apdata, o desafio começa na leitura do momento da própria empresa.

“As empresas hoje estão organizadas em dois grupos: aquelas que esperam que a tecnologia entregue um caminho já testado, com resultado previsível, e aquelas que já têm processos maduros e precisam de flexibilidade para adaptar a tecnologia ao seu modelo de negócio.”

A tecnologia pode travar o crescimento? A obsolescência dela, sim!

Um dos principais sinais de que a tecnologia de RH ficou para trás não está apenas em sistemas antigos, mas na forma como eles limitam a operação.

Durante muito tempo, softwares engessados obrigaram empresas a adaptar seus processos a modelos pouco aderentes. Hoje, o problema se repete de outra forma: soluções que não acompanham a maturidade do negócio ou que não oferecem flexibilidade suficiente para sustentar o crescimento.

“A chave é uma leitura consciente do momento do RH e do produto. Quando a tecnologia fica no meio do caminho – sem garantir resultado ou sem permitir liberdade – é hora de olhar o mercado”, explica Silva.

Para lideranças, isso representa um risco silencioso, que está em crescer sobre uma base que não sustenta a operação no médio prazo.

O custo invisível de um RH sem tecnologia adequada

Quando o crescimento não vem acompanhado de evolução tecnológica, os impactos começam a aparecer. E não se engane em pensar que isso é apenas dentro do RH.

“O mundo está mudando rápido, mas ainda é governado por pessoas. E muitas lideranças estão desperdiçando tempo precioso executando tarefas operacionais que poderiam ser da tecnologia”, afirma o executivo.

Esse desvio de foco gera um efeito em cadeia.

Executivos passam a lidar com rotinas administrativas. Times gastam energia com processos repetitivos. E decisões estratégicas deixam de ser tomadas com base em dados – todavia, não por falta deles, mas por incapacidade de organizá-los e analisá-los.

Além disso, surgem riscos mais sensíveis: problemas de engajamento, dificuldade em identificar talentos de alto potencial e exposição a falhas trabalhistas.

No fim, o problema deixa de ser do RH e passa a ser do negócio.

“Alguns líderes de fora do RH ainda defendem a ideia de que suas empresas não são provedoras de recursos humanos no núcleo central. É verdade, porém, estão desperdiçando um tempo precioso de suas lideranças executando um papel operacional que poderia ser da tecnologia, ou estão investindo horas de gente muito útil ao negócio para falar de processos trabalhistas ou enfrentar problemas de retenção de talentos, por não conseguir extrair de um rico aglutinado de dados quem são os verdadeiros potenciais elevados”, explica o CEO da Apdata.

Ter uma tecnologia preparada para crescer junto com a empresa não significa apenas automatizar processos, mas sim transformar dados em decisões.

Na visão de Davi, esse é o próximo nível da gestão de pessoas.

“Se a tecnologia estiver fazendo o necessário muito bem-feito, o próximo passo é contar para o RH – e para fora do RH – o que ainda não se sabe sobre as pessoas, sem que seja preciso saber o que perguntar”, destaca.

Essa capacidade de gerar insights é o que diferencia sistemas operacionais de plataformas estratégicas.

E, nesse ponto, a integração ganha protagonismo.

Mais do que ferramentas isoladas, o que sustenta o crescimento é um ecossistema conectado, capaz de dar visibilidade, previsibilidade e suporte à tomada de decisão em tempo real.

Crescer rápido exige método, não improviso

Para empresas em fase de expansão, um erro comum é tentar resolver o crescimento com excesso de customização ou criatividade nos processos. Aqui, entenda a criatividade não como fazer algo inovador e único, mas sim improvisado.

Na prática, isso pode aumentar ainda mais a complexidade.

“Empresas que estão escalando precisam de processos já experimentados e um plano de voo conhecido. O excesso de customização nesse momento pode ser uma armadilha”, explica Davi.

A recomendação é clara: estruturar uma base sólida antes de sofisticar.

Isso passa por escolher parceiros e tecnologias que acelerem a implementação de processos maduros, mas que não limitem a evolução futura do RH. E nisso, a Apdata assume o seu protagonismo.

“O caminho para fazer isso com excelência é cada vez mais uma tecnologia de RH de ponta a ponta, não só na apresentação comercial. Um ecossistema totalmente pensado para trabalhar de forma integrada de verdade”, salienta o executivo.

E com o impulsionamento da inteligência artificial, um novo capítulo se abre na gestão de pessoas.

Se, por um lado, a tecnologia avança rapidamente, por outro, a adoção pelas empresas tende a seguir um ritmo mais cauteloso, especialmente quando envolve decisões humanas.

“A velocidade de adoção será um pouco menor que a evolução da tecnologia, porque ainda existe um conflito sobre o quanto o RH deve ser automatizado”, avalia Davi.

Nesse contexto, o modelo que tende a ganhar força é o da IA como copiloto.

“Vejo uma adoção em larga escala de soluções em que a IA atua como um business partner muito competente, pronta para responder — ou até para trazer insights que ainda não foram perguntados”, completa.

Para RHs e lideranças, isso representa uma oportunidade clara: usar tecnologia não para substituir decisões, mas para torná-las mais rápidas, precisas e estratégicas.

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