29º Top Of Mind de RH

O mindset precisa mudar! Benefícios não são custo, mas estratégia de atração (2)

O mindset precisa mudar! Benefícios não são custo, mas estratégia de atração

A discussão sobre benefícios corporativos esteve, por muitos anos, concentrada em uma pergunta relativamente simples: o que a empresa oferece? Hoje, a lógica parece ter mudado. Em um mercado marcado pela escassez de talentos, pela convivência entre diferentes gerações e por novas expectativas em relação ao trabalho, a atual oferta de benefícios realmente faz sentido para quem os recebe?

A mudança acompanha uma transformação mais ampla nas relações de trabalho. Se antes remuneração era o principal diferencial competitivo, atualmente fatores como flexibilidade, saúde, desenvolvimento profissional e equilíbrio entre vida pessoal e carreira ocupam espaço crescente nas decisões dos profissionais.

Essa percepção aparece em diferentes pesquisas. Um levantamento da Gallup, por exemplo, mostrou que o pacote de benefícios é um dos fatores mais relevantes para quem considera aceitar ou permanecer em um emprego. Já estudos da Mercer apontam que organizações que investem em benefícios alinhados às necessidades dos colaboradores registram níveis superiores de engajamento, retenção e satisfação.

Para a Michelly Costa, Gerente Sênior de Recursos Humanos da Edenred Brasil, existe um descompasso entre o que muitas empresas ainda oferecem e aquilo que as pessoas realmente valorizam.

“Existe uma diferença importante entre o que muitas empresas oferecem hoje e o que  os colaboradores passaram a valorizar. A evolução das expectativas e a diversidade dos perfis reforçam a necessidade de benefícios mais flexíveis e aderentes às diferentes realidades.”

Benefícios pesam cada vez mais na decisão de carreira

Embora a remuneração continue sendo um elemento importante, ela deixou de ser suficiente para diferenciar uma empresa perante o mercado.

Nos últimos anos, a proposta de valor ao colaborador (Employee Value Proposition) passou a incorporar aspectos ligados ao bem-estar, à saúde mental, à autonomia e às possibilidades de desenvolvimento. Em muitos casos, esses fatores acabam sendo decisivos para profissionais altamente qualificados.

Segundo Michelly, essa mudança já é uma realidade nas organizações.

“Profissionais buscam mais do que remuneração direta. Qualidade de vida, segurança emocional, oportunidades de desenvolvimento e reconhecimento fazem parte de uma proposta de valor mais ampla. Uma estratégia robusta de benefícios promove maior engajamento, reduz o turnover e fortalece a marca empregadora.”

Outro movimento que vem ganhando força é a substituição dos modelos padronizados por soluções mais flexíveis.

Em vez de oferecer exatamente o mesmo pacote para todos, empresas passam a reconhecer que colaboradores vivem momentos diferentes da vida e possuem necessidades distintas. Enquanto alguns priorizam mobilidade ou alimentação, outros valorizam saúde, educação, bem-estar financeiro ou apoio à família.

Na avaliação da executiva, os modelos tradicionais continuam importantes como base, mas caminham para uma nova configuração. “O mercado caminha para modelos cada vez mais flexíveis. Na Ticket, acompanhamos essa evolução e desenvolvemos soluções que ampliem as possibilidades de escolha, ajudando as empresas a construir estratégias de benefícios cada vez mais aderentes às necessidades dos colaboradores.”

Por onde começar uma revisão da estratégia de benefícios?

Para organizações que pretendem modernizar sua política de benefícios, o primeiro passo não é escolher novas soluções, mas entender o que os colaboradores realmente precisam.

Pesquisas internas, análises de comportamento, indicadores de uso e ferramentas de People Analytics ajudam a identificar lacunas entre aquilo que é oferecido e aquilo que gera valor na prática.

De acordo com Michelly, o diagnóstico precisa caminhar junto com a estratégia do negócio.

“É fundamental compreender a aderência do portfólio atual, alinhar os benefícios à cultura organizacional e aos objetivos da empresa e investir em comunicação para que os colaboradores conheçam e utilizem as soluções disponíveis. Plataformas digitais que permitam personalização também fazem parte desse processo.”

Benefícios como diferencial competitivo

À medida que o mercado de trabalho se torna mais competitivo, cresce também o papel dos benefícios na construção da experiência do colaborador.

Mais do que um complemento da remuneração, eles passam a funcionar como ferramenta de atração, retenção, engajamento e fortalecimento da cultura organizacional.

Para a gerente de RH da Edenred Brasil, esse cenário explica por que empresas precisam deixar de enxergar benefícios apenas como obrigação e passar a tratá-los como parte da estratégia de pessoas.

“Os benefícios da Ticket unem inovação, flexibilidade e conexão com o dia a dia dos colaboradores. Ao oferecer soluções adaptadas a diferentes perfis e necessidades, construímos um ecossistema que gera valor real para as pessoas e reforça nosso papel como parceiros estratégicos das organizações”, finaliza.

Vote na Ticket e na RB no 29º Top of Mind de RH

A Ticket e a RB, marcas da Edenred Brasil, foram indicadas ao Top 2026. Vote na segunda fase:

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