Com a transformação digital acelerando mudanças no mercado de trabalho, o setor de Recursos Humanos entra em 2026 diante de um cenário desafiador. Para Thays Cunha, Diretora Comercial da WeConnect, o papel do RH será cada vez mais estratégico e menos operacional.
Mas isso exigirá uma verdadeira ruptura com práticas antigas, além da adoção de tecnologias inteligentes, o que será essencial para essa virada.
Desafios crescentes em um cenário descentralizado
Entre os principais obstáculos para o RH nos próximos anos, Thays destaca a dificuldade de reter talentos em meio à escassez de mão de obra qualificada, a pressão por resultados rápidos e a necessidade de adaptação a novas exigências como benefícios flexíveis, mobilidade e bem-estar mental.
Além disso, a especialista reforça que o setor precisará equilibrar a incorporação de novas tecnologias sem perder o fator humano, consolidar-se como uma área estratégica dentro das empresas e garantir conformidade com leis como a LGPD, especialmente na gestão de dados sensíveis.
“Estamos falando de um ambiente digital, dinâmico e descentralizado, que exige uma atuação muito mais conectada com a jornada do colaborador, desde o onboarding até o desenvolvimento”, explica.
Deixar o “mais do mesmo” no passado
Na visão da executiva, práticas ultrapassadas como o uso de planilhas desconectadas, ferramentas avulsas, comunicação informal e processos manuais podem comprometer a atuação do RH e afastar a área do protagonismo que o cenário exige.
“O ‘mais do mesmo’ vai custar caro: perda de talentos, baixa produtividade e falta de influência nas decisões da alta liderança”, alerta Thays. Para ela, o RH que continuar apostando apenas na intuição e deixando de lado os dados será deixado para trás.
A boa notícia é que a tecnologia está do lado do RH e, quando bem aplicada, amplia a capacidade de atuação da área sem comprometer a empatia. A Inteligência Artificial, por exemplo, pode ajudar a antecipar riscos de turnover, personalizar ações de desenvolvimento e liberar tempo do time ao automatizar tarefas repetitivas.
“A IA não substitui a empatia, ela potencializa o RH ao permitir decisões mais sensíveis e estratégicas com base em dados reais”, afirma a diretora. “A WeConnect apoia essa transformação por meio de uma plataforma completa, modular e intuitiva, que integra desde a folha de pagamento até o desenvolvimento e engajamento de pessoas. Isso permite que o RH tenha mais controle, agilidade e inteligência para atuar de forma estratégica, com visão 360º da jornada do colaborador, tudo com suporte humanizado e tecnologia de ponta”, salienta.
Em um ambiente competitivo e com mão de obra escassa, reter talentos passa por proporcionar experiências consistentes desde o primeiro contato. Isso inclui benefícios personalizados, escuta ativa, comunicação transparente e oportunidades claras de crescimento.
O caminho para o protagonismo do RH
Para que o RH seja, de fato, protagonista em 2026, é essencial que a área assuma o controle de dados e indicadores estratégicos, se posicione como facilitadora da transformação organizacional e mostre o impacto das pessoas nos resultados do negócio.
“Quando o RH apresenta evidências e argumentos sólidos, ele deixa de ser visto como área de suporte e passa a ocupar seu lugar no centro das decisões da empresa”, conclui Thays.