29º Top Of Mind de RH

O erro das empresas que investem em marketing sem construir o branding da marca (1)

A reconstrução da liderança: como o RH pode inspirar um novo ciclo de confiança e protagonismo

A erosão de confiança nas organizações já não é um ruído periférico — tornou-se um problema estrutural. O  estudo da DDI sobre liderança em 2025 evidencia isso de forma contundente: a confiança dos líderes nos  executivos seniores caiu de 46% para 29% em apenas três anos. Ou seja, a desconfiança deixou de ser um  fenômeno “da base” e passou a atravessar toda a cadeia de liderança. 

Esse cenário aponta para algo mais profundo do que falhas de comunicação. O que está em jogo é um déficit de legitimidade. Líderes continuam ocupando posições formais de autoridade, mas encontram cada vez mais  dificuldade para mobilizar equipes, influenciar decisões e sustentar processos de mudança. Sem confiança,  liderança vira cargo — não capacidade

Ao mesmo tempo, dados da McKinsey reforçam a dimensão estrutural do problema: apenas cerca de um terço das posições críticas contam com planos de sucessão. Isso revela uma fragilidade concreta na continuidade das organizações, indicando que a crise não está apenas na percepção cultural, mas no próprio desenho dos sistemas de gestão. 

A chamada “quiet ambition” aprofunda esse quadro. Pesquisa da Visier mostra que apenas 4% dos profissionais aspiram chegar ao C-level, enquanto 62% dos jovens preferem evitar cargos de liderança. Não se trata de falta de talento, mas de uma queda na atratividade do papel gerencial — visto como sobrecarregado, pouco recompensador e com alta pressão. 

Assim, a crise de liderança em 2025–2026 deixa de ser apenas uma lacuna de competências e se consolida como uma crise de confiança, atratividade e sustentabilidade. Líderes operam com equipes mais enxutas, spans maiores e crescente carga operacional, ao mesmo tempo em que precisam engajar pessoas que já não veem valor em seguir esse caminho. 

Diante desse contexto, desenvolver lideranças capazes de reconstruir confiança, gerir complexidade e tornar o papel gerencial novamente desejável torna-se uma prioridade estratégica. É nesse ponto que a Educação Executiva do Insper oferece uma contribuição relevante. Os cursos de liderança e gestão de pessoas do Insper são desenhados para enfrentar exatamente esses  desafios contemporâneos. Programas como Liderança e Gestão de Pessoas, Formação de Líderes e Gestão de Desempenho e Engajamento combinam fundamentos sólidos com aplicação prática, preparando gestores para atuar em ambientes de alta ambiguidade e pressão.

Além disso, a abordagem do Insper enfatiza o desenvolvimento de competências críticas para o cenário atual:  construção de confiança, tomada de decisão baseada em dados, gestão de conflitos, desenvolvimento de  equipes e desenho de estruturas organizacionais mais sustentáveis. Não se trata apenas de formar líderes mais técnicos, mas de fortalecer sua capacidade de gerar legitimidade e engajamento. 

Em um momento em que liderar se tornou mais difícil — e menos desejado —, investir no desenvolvimento  estruturado de lideranças é também uma forma de reconstruir o futuro das organizações.

Luciana Campos Lima

Por Luciana Campos Lima, Doutora em Administração pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade de  São Paulo (FEA-USP), mestre pela Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getúlio Vargas  (FGV EBAPE), neuropsicóloga pela Faculdade de Medicina da USP. Sócia-fundadora da ScienceConsulting.

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